Substantivo aumentativo e diminutivo

O Substantivo é uma palavra variável utilizada para nomear tudo o que existe, todos os seres, tudo o que você vê e ouve, sente ou imagina. Por exemplo: lugares, pessoas, animais, seres imaginários, sentimentos, sensações, e etc. Este termo designa do latin “substantivu” que significa “substancial”. Um Substantivo pode variar em gênero (masculino e feminino), […]

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O Substantivo é uma palavra variável utilizada para nomear tudo o que existe, todos os seres, tudo o que você vê e ouve, sente ou imagina.

Por exemplo: lugares, pessoas, animais, seres imaginários, sentimentos, sensações, e etc. Este termo designa do latin “substantivu” que significa “substancial”.

Um Substantivo pode variar em gênero (masculino e feminino), número (singular e plural) e grau, apresentando-se com seu sentido aumentado (grau aumentativo) ou diminuído (grau diminutivo). Neste artigo trataremos da flexão de grau do substantivo.

Aumentativo

Flexão de grau do substantivo

Um substantivo pode apresentar-se em três tipos de graus diferentes: o normal, o diminutivo e o aumentativo.

Essa formação de grau dos substantivos pode ser bastante irregular ou defectiva, sendo assim, é difícil citar exemplos de regularidade. Observe a formação comum do grau:

  • Normal: menino, menina.
  • Diminutivo: menininho, menininha.
  • Aumentativo: meninão, meninona.

Alguns exemplos de irregularidade:

  • Mudança de gênero do substantivo conforme o grau. Ex.: o muro/ a muralha, a bala/ o balaço, o forno/ a fornalha.
  • Variação da desinência, que são os elementos terminais que indicam as flexões das palavras. Ex.: no diminutivo, o substantivo menino tem flexão de grau regular (menininho/menininha), mas tem flexão de grau irregular no aumentativo (meninão/meninona).
  • Certas flexões de grau fazem com que as palavras se tornem independentes e passam a ter um significado diferente do que se supõe para a flexão de grau. Ex.: caixa/caixão, senhora/senhorita, gente/gentalha. Isso pode criar confusões entre morfemas flexivos de grau e morfemas derivativos.
  • Flexão defectiva: algumas flexões não são praticadas por razões semânticas (ciência que estuda o significado das palavras). Por exemplo: no substantivo “senhora/senhorita” não se aplica a flexão aumentativa. Sendo a flexão defectiva bastante comum, devido ao fato de que alguns substantivos não utilizarem a flexão de grau por ser inaceitável semanticamente.

Variações

As flexões de grau podem ser formadas de duas formas:

Sinteticamente: quando se acrescenta ao substantivo um sufixo aumentativo ou diminutivo ao grau normal, por exemplo:

Sufixos aumentativos: ão, aço, alhão, arra, arrão, zarrão, ázio, eirão, ona, orra e etc.

Sufixos diminutivos: acho, ejo, ela, ico, icho, inho, ito, ucho, zinho, zito e etc.

Carrão → Carrinho                        Facão → Faquinha

Analiticamente: nesta forma, o substantivo é acompanhado de um adjetivo que indique aumento (grande, enorme, imenso) ou diminuição (pequeno, minúsculo, insignificante).

Exemplos:

  • Copo grande – copo pequeno
  • Trabalho enorme – trabalho insignificante
  • Casa enorme – casa pequena

O grau desempenha várias funções quando se trata do significado das palavras, sendo a mais clara a declaração da intensidade com que os atributos se manifestam no substantivo.

As flexões de grau podem indicar dimensões físicas, como na frase: “Nossa como você cresceu. Está um garotão! ”, ou outras qualidades, como: “Essa Ferrari é um carrão! ”, nesta frase o grau não indica dimensões físicas, mas sim, que este carro tem qualidades notáveis, acima dos outros carros.

As flexões de grau também podem exprimir desprezo, critica, indiferença em relação a certos objetos e pessoas. Ex.: “Coisinha de nada! ”. Por outro lado, a ideia de pequenez também pode expressar carinho: “paizinho”, “maninha”.



 

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