Numeral romano. Regras e exemplos dos números Romanos

Perguntas e respostas sobre Números Romanos. Quais são eles, quais as regras para a sua utilização? Onde os números romanos são usados? Entre outras perguntas comuns.

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Chega um determinado momento na escola, quando aprendemos a dominar os numerais cardinais, que passamos a conhecer uma outra forma de algarismos: Os numerais romanos.

Com certeza você já aprendeu sobre os numerais romanos na escola, e provavelmente, por fazermos pouco uso dele no dia-a-dia, você tenha se esquecido e não domine mais o conhecimento. Vamos dar uma refrescada em sua memória:

O sistema de numeração romana, popularmente conhecido no Brasil como algarismos romanos ou números romanos, teve sua origem (como sugere o próprio nome) na Roma Antiga.

Este sistema de algarismos foi bastante utilizado naquele período, e mesmo nos dias atuais, muitas pessoas fazem uso deles, embora com bem menos frequência. Diferente dos numerais tradicionais que são mundialmente conhecidos, os numerais romanos são compostos por apenas sete letras (sempre maiúsculas) do alfabeto latino. São elas:

Números em romanos

Com esta introdução básica, vamos agora nos aprofundar um pouco mais na história dos algarismos romanos.

Formas de uso dos numerais romanos

Alguns dos algarismos romanos eram representados por letras específicas, ou seja, o número era representado apenas por apenas uma letra. Como você deve estar imaginando, estes algarismos que faziam uso de apenas uma letra eram apenas sete, pois como explicamos mais acima, todo o sistema de numeração romana era formado por apenas sete letras do abecedário latino. Os números representados por apenas uma letra são:

- Um (I)

- Cinco (V)

- Dez (X)

- Cinquenta (L)

- Cem (C)

- Quinhentos (D)

- Mil (M)

Já para representar outros números, eram escritos alguns algarismos, iniciando do número de maior valor e seguindo as normas a seguir:

Veja a representação de alguns outros numerais em romano:

Facilitando o entendimento do Numeral Romano

Para muita gente, especialmente na época da escola, o que pega na hora de compreender os numerais romanos são as regras citadas no tópico anterior.

Talvez um modo que facilite o seu pensamento e não cause confusão é que, basicamente, estas sete letras utilizadas para compor o sistema de numeração romana, podem ser interpretadas como uma espécie de operação de soma.

Vamos dar um exemplo:

Vamos usar outra exemplificação:

Entendeu? O conceito é o mesmo da regra, mas desmembrando o algarismo desta forma, o entendimento fica mais fácil.

O algarismo “zero” no numeral romano

A pergunta é: E o numeral zero? Ele não contava no sistema de numeração romana?

Acontece que os romanos desconheciam o algarismo zero, sendo assim, para eles, a contagem de números era iniciada com o um (I). O zero foi introduzido posteriormente, pelos árabes.

Conclusão:

Aqui no Brasil os numerais romanos nunca tiveram uma força, a não ser na estética de objetos. Alguns modelos de relógios daqui do país (e no mundo também) faziam e ainda fazem uso da numeração romana, por pura estética.

O que está na moda atualmente são as tatuagens que representam datas especiais, feitas em numerais romanos. Isso tornou-se muito comum nos últimos anos. Você pode conferir no próprio Google, o buscador irá trazer diversos resultados de tatuagens de datas em numerais romanos.

Perguntas e Respostas

O que são os números romanos?

Também chamados de algarismos romanos, os números romanos são considerados como uma série de reproduções numéricas que tiveram a sua criação no antigo Império Romano. Como forma de tornar mais fácil o sistema de números, os romanos estabeleceram um modelo de letras tendo como base o alfabeto latino, a fim de que fossem representados certos valores numéricos. Como bem se sabe, os números romanos são constituídos pelas letras I, V, X, L, C, D e M e equivalem respectivamente aos números 1, 5, 10, 50, 100, 500 e 1000. Vale lembrar que elas devem ser escritas em maiúscula. Percebe-se, ainda, que nesse conjunto não há uma letra especifica para o número zero. Isso acontece porque os antigos romanos não sabiam da sua existência.

Quais as regras para a sua utilização?

É importante saber que para fazer o uso correto dos números romanos, algumas normas devem ser seguidas. Por exemplo: a letra I só deve ser utilizada antes do V e do X, assim como o X vem antes do L e do C e o C antecede o D e o M. Outra regra básica é quanto ao agrupamento das letras. As únicas que permitem esse processo, e somente por três vezes, são o I, o X, o C e o M.

No que se refere aos valores maiores, deve-se seguir essa ordem: se o número for superior a 4000, é obrigatório o uso de um tracinho na parte superior das letras. Esse símbolo representa que o número foi multiplicado por mil. Para letras idênticas, os valores devem ser somados; duas letras divergentes, porém com o valor menor vindo antes do maior, os valores são subtraídos, caso contrário, os valores precisam ser somados. Agora, se tiver no meio de duas letras uma com valor menor, o que prevalece é o valor da letra seguinte.

Onde os números romanos são usados?

Relógio em Romanos

As marcas que as civilizações antigas deixaram ao longo dos anos são visíveis e, por que não dizer atuais? Por exemplo, o povo romano, como foi visto anteriormente, deixou como contribuição os números romanos que até hoje são utilizados, mesmo que em menor proporção. É comum que esses algarismos sejam usados para numerar volumes ou capítulos de livros, como denominação de séculos, mostradores de relógios, para designar papas, reis e imperadores ou mesmo assembleias, esportes olímpicos, como maneira de designar congressos, cenas de um teatro e para transcrever leis.


 

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