Racismo no Brasil é crime? Tipos na escola e institucional

O racismo é considerado crime no Brasil? Quais são os principais tipos que identificamos por aqui, como aqueles praticados contra negros, latinos, árabes, judeus, nordestinos e outros tipos.

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Mesmo concentrando a maior população afrodescendente fora da África, o Brasil está longe de ser um país livre do racismo – ao contrário, esse é um dos mais graves problemas de nossa sociedade, que vai muito além do estabelecimento de políticas inclusivas e se firma de forma totalmente enraizada em nossa cultura.

O Racismo é um dos mais graves problemas sociais enfrentados em todo o mundo. Em alguns países, pode-se percebê-lo aberta e declaradamente, como nos Estados Unidos, já em outras culturas, como a brasileira, o racismo manifesta-se majoritariamente de forma velada. Aprenda mais sobre esse fenômeno e suas consequências na vida das pessoas.

O que é Racismo?

Denomina-se racismo toda forma de preconceito, discriminação e segregação social baseada nas diferenças étnicas de um povo. É possível que o racismo aconteça baseado tanto em diferenças genotípicas quanto em diferenças puramente fenotípicas. Classificando as diferentes etnias como superiores ou inferiores, o racismo pode se manifestar na forma de ações sociais, práticas, crenças e até mesmo sistemas políticos.

Os estereótipos racistas, que fundamentam preconceitos e discriminações são, em sua maioria, baseados em associações aleatórias entre traços biológicos (cor da pele, formato do crânio, traços faciais, tipo de corpo) com qualidades (inteligência, capacidade de comando, pureza, santidade, etc) de forma que as vítimas do racismo são vistas como inferiores ou incapazes em diversos aspectos por conta de seus traços étnicos.

Racismo ou bullying

 Como acontece o racismo no Brasil?

No Brasil, pode-se identificar diversos tipos de racismo, principalmente contra negros, latinos (mesmo sendo um país latino) e árabes, porém, de todos, o preconceito e discriminação contra negros é a mais evidente.

Ao contrario de outras culturas, onde o racismo se manifesta abertamente, no Brasil, essa falha cultural aparece de forma velada, em comportamentos sutis que são ainda reforçados por todas as consequências políticas, sociais e educacionais sofridas pelos negros durante a história do Brasil.

As maiores consequências do racismo no país podem ser vistas na imensa desigualdade social, em que a grande maioria da população de baixa renda, baixa escolaridade e baixa participação política é negra. Situação que, para muitos, é interpretada sob a ótica racista de que os negros são inferiores aos “brancos”.

Consequências veladas

Uma das ideias racistas mais veladas na cultura brasileira é a de que a desigualdade entre negros e brancos é apenas um problema social e não consequência do preconceito atual. Essa teoria, além de mascarar os problemas enfrentados por essa população, legitima a existência de diversas ações discriminatórias que se repetem no cotidiano.

Como o racismo se manifesta no Brasil?

Crime: Um dos mais graves e presentes estereótipos racistas atuais é a associação do negro com a criminalidade, violência e falta de caráter. Logo, o negro é sempre visto como o criminoso e digno de desconfiança. Pode-se perceber essa atitude racista especialmente nas ações policiais, que tendem a sempre abordar negros, acusa-los e justificar atos de abuso de violência.

Escola: As escolas brasileiras são majoritariamente ocupadas por brancos, seguidos de pessoas de outras etnias. Apesar de grande parte da população brasileira ser afrodescendente ou apresentar cor de pele escura, nas escolas de todos os níveis os negros representam a mínima porcentagem de estudantes – comprometendo a representatividade negra em todos os outros setores sociais.

Instituição: O racismo institucional é outra das mais expressivas formas discriminatórias veladas no Brasil, em que os negros são vistos como inferiores tanto na aparência quanto na competência, encontrando dificuldades para conseguir empregos de alta especialidade e reconhecimento institucional. Mesmo em suas carreiras, os negros (especialmente as mulheres) são vítimas de exclusões internas, piadas e diversos abusos morais.

O racismo é uma prática violenta que não faz o menor sentido de existir e, ainda assim, é uma das mais frequentes em todo o mundo. Por isso, esse problema de consequências tão graves precisa ser questionado e combatido com veemência no cerne de nossas práticas culturais para que possamos construir um mundo mais justo e igualitário para as gerações presentes e futuras. Racismo se combate com educação.

Tipos de Racismo

O racismo pode acontecer contra qualquer grupo étnico, sejam negros, asiáticos, índios, mulatos, e até com brancos, por parte de outras etnias. No decorrer da história ocidental, porém, a população negra foi a que mais sofreu com o racismo advindo de diversos povos, em sua maioria, europeus.

Contra negros: Algumas das mais trágicas e emblemáticas consequências do racismo foi a escravidão, prática comum entre europeus e, posteriormente, povos americanos contra africanos que por séculos era legalizada sob justificativas de que o negro era uma raça inferior por “não possuir alma”, dentre diversos outros estereótipos.

Significando “separação”, Apartheid foi um regime político adotado na África do Sul, que separava o país entre negros e brancos eximindo os primeiros de direitos sociais, econômicos e políticos, mesmo sendo a maioria da população. Esse regime se manteve até 1994 no país.

Contra judeus: Outro episódio emblemático de racismo aconteceu durante a segunda guerra mundial: o Holocausto, que matou dezenas de milhões de pessoas majoritariamente judias sob a ideia de se realizar uma “limpeza” racial na Europa, o Arianismo.

Contra Árabes: Outras grandes vítimas do racismo na atualidade são os árabes, que nas culturas Americana e Europeia normalmente são associados a pessoas violentas, extremistas e terroristas, mesmo em países de grande população árabe, como a França.

Contra Latinos: Os latinos também são frequentemente vítimas do racismo, sendo, muitas vezes ligados à objetificação sexual e promiscuidade, especialmente contra mulheres, que frequentemente são vistas como objetos de exploração sexual.



 

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